O corrompimento é abarcante a todos os seres do planeta Terra. Não é só a corrupção típica do crime do funcionário público que trafica a sua autoridade, ou dos que procuram corrompê-lo.
É uma característica perturbadora em todos os seres humanos. Todos somos responsáveis pela sua generalização. Todos, alguma vez, chantageamos em busca de benefícios pessoais.
Começando pelos progenitores que chantageiam os filhos:
Se te portares bem, terás o que pedes. Dá-me um beijo e dou-te o caramelo. Então não dás um beijo ao avô por te ter dado o chocolate? Esta cultura universal vem desde o berço.
Vivemos na crença de que para obtermos algo sem mérito, primeiro deveremos negociar ou dar compensações, adequadas ou as exigidas.
A sociedade deverá filtrar a corrupção para encontrar o equilíbrio adequado à civilidade, desde os progenitores até aos governantes.
Estes exemplos, são perturbantes e demonstrativos de que a civilidade deverá alterar os seus princípios de urbanismo, porque nos têm provado de que a corrupção é vantajosa e promove o bem-estar pessoal.
Não estou autorizado a julgar os diferentes casos de "corrupção" conhecidos. Mas como cidadão, estou autorizado a analisar os mesmos e chego à conclusão de que o crime de corrupção é inimputável a determinadas castas económicas e políticas.
Desde alguns Banqueiros e Empresários até a alguns Presidentes, Ministros, Juízes, Deputados, Partidos políticos e meros Funcionários públicos de menor categoria, temos os melhores exemplos de corrupção, seja para troca de bens ou para a colocação de familiares recém-licenciados que assumem cargos de direcção em empresas do Estado.
Há departamentos e gabinetes do Estado que estão pejados de familiares destes senhores, sem terem sido aprovados em concursos e sem as qualificações adequadas. Por muito bom académico que seja um recém-licenciado, certamente não possui a preparação profissional para desempenhar cargos directivos.
Estes exemplos e os dos que são condenados e mudam de "poiso" dentro do Estado, Empresas estratégicas ou Bancos, permitem-me concluir que vivemos numa sociedade corrupta, cujas autoridades sem excepção, promovem estes paradigmas desde o famoso dia 25 de Abril de 1974.
Ainda não tenho provas em contrário. Aguardo.
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