Depois de tantos anos vivendo Portugal e calejado de tantos desmanes, concluo que ainda me surpreendem alguns acontecimentos neste belo país. São diárias as surpresas. Pelo menos é um país divertido e nada monótono. Já não sei como será o dia de amanhã, em relação às picardias políticas.
Amo o meu país em igual proporção inversa, ao respeito pelos meus políticos, que não é nenhum.
Lutei militarmente pelo meu país, em defesa de ideais impostos pela "outra senhora". Agora pretendo lutar em defesa dos meus ideais de cidadão. Será uma luta bastante mais dura certamente.
Não sofri perseguições políticas pela PIDE/DGS (http://www.slideshare.net/jtcamacho/pidedgs), mas sofri perseguições políticas pelo COPCON (http://www.citi.pt/cultura/politica/25_de_abril/prec.html). Claro que os contextos eram diferentes, o COPCON era a polícia do PREC, da ditadura comunista e comandada pelo traidor e terrorista Otelo Saraiva de Carvalho e também chefe dos terroristas FP-25 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Otelo_Saraiva_de_Carvalho).
No tempo da PIDE/DGS, alguns foram presos por defesa dos seus ideais, mas muitos mais e não contabilizados, por acusações injustas e invejas dos vizinhos.
Agora somos acossados, presos, escutados, auditados e perseguidos a maioria das vezes, apenas por discordar publicamente ou acusar alguém do poder instituído. Até já temos um portal para acusar os corruptos. Sem PIDE e sem COPCON, como se identifica esta característica? Ditadura democrática!
Muitos portugueses já foram perseguidos e obrigados e submeter-se à corrupção das autoridades actuais para evitar males maiores, já seja para evitar uma multa ou para ganhar um concurso público.
Cada vez que fala um político, mais mentiras ouvimos. Esta é triste situação nacional, em que há os políticos e amigos e os outros, que somos o povo explorado, sofredor e castigado por existir.
Começo a minha reflexão, pelos Órgãos de Soberania que são todos um engodo constitucional:
O Presidente da República não cumpre a Constituição, porque a própria redacção da mesma assim o impede logo, o juramento da Defesa da Constituição é portanto uma hipocrisia. Só tem direito a um veto por cada promulgação, mais valia não ter nenhum porque é apenas uma perda de tempo. Nestas candidaturas presentes, só vemos falsos profetas e vergonhas pessoais. Salvo Francisco Lopes, que é francamente o mais honesto com o povo e que eu saiba não nasceu duas vezes…, todos os demais são oportunistas de circunstância ou suspeitos de corrupção passiva/activa (ler o artigo "Pátio das Cantigas", publicado a 27 de Outubro de 2010).
Cavaco Silva, que tinha uma imagem idónea, acaba de perdê-la com o caso SLN. Está provado que comprou acções a preço privilegiado, mas como as comprou e vendeu pessoalmente a Oliveira e Costa, o preço é acordado entre ambas partes sem interferências legais e as finanças não podem interferir para averiguar se acaso quando as vendeu, a SLN apresentava ou não lucros, senão o valor das acções seria inferior. A transacção seria ilegal, se tivesse sido efectuada através da SLN, pelo menos no valor preferencial da compra. Houve manifestamente favorecimento nesta operação e na da filha.
Amizade ou pagamento por favoritismo político, passado ou futuro?
Não posso omitir a minha revolta por constatar que integrantes da Comissão de Honra do Presidente são pessoas de idoneidade duvidosa (http://jornal.publico.pt/noticia/05-01-2011/exdirigentes-do-bpn-integram-comissao-de-honra-de-cavaco-20952813.htm), assim como também do Conselho de Estado (http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1245651).
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és: é um adágio legítimo. Grande erro de Cavaco Silva.
A Assembleia da República é formada por políticos não eleitos por mérito. São uma colectividade favorecida pelo servilismo à cor, que estão acima dos cidadãos em todos os aspectos e com privilégios ofensivos para a moral Portuguesa. Claro que como animais racionais, detêm o poder da Nação e ditam as regras, para que o Presidente as promulgue à primeira ou segunda tentativa. É tudo uma questão de tempo e falta de bom senso. O Presidente da Assembleia é uma "marionete" a fazer de árbitro, mas que não tens cartões. Limita-se a controlar tempos de oratória, votos e a marcar faltas. Se aprovam Leis inconstitucionais que são devolvidas pelo Presidente ou pelo Tribunal Constitucional, é porque nem a Assembleia nem o seu Presidente, cumprem o seu trabalho cabalmente.
O Governo é um covil de ineptos intrujões, capitaneados pelo pior exemplo de integridade e eficiência que este país alguma vez teve. Desde a famosa Revolução dos Cravos, que temos sido enganados pela nossa ingenuidade política ou comodismo.
Sócrates é o melhor falante que jamais tivemos. Prolífero em promessas e contradições, só tem alimentado a máquina da corrupção, por acção ou omissão. Este governo só tem manifestado a intenção de adquirir mais poder ainda, para continuar a cometer as atrocidades visíveis. O caso BPN que todos conhecemos, é o fundo de maneio dos partidos e tem que ser salvo, para continuar a alimentar a corrupção neste país e para enriquecer os dedicados lacaios dos partidos no poder.
Todos os membros deste governo, alguma vez já mentiram ao povo duma forma tão descarada, que deveria ter como consequência, a resignação. Mitómanos impunes, pelo poder de detêm.
O segundo pior, depois de Sócrates é o Ministro Teixeira dos Santos. Uma vergonha nacional.
A manifesta arrogância dos membros do governo, é uma afronta para qualquer ser digno, mas a força do poder centralizado, permite todas as afrontas que padecemos.
Os Tribunais são a maior vergonha deste país. Conheço pessoalmente alguns juízes e defendo a integridade de muitos, mas contudo, não posso deixar de me assombrar por um Órgão de Soberania ter um sindicato. Esta aberração Constitucional, só é passível por serem funcionários públicos. São os intocáveis da Nação e os trabalhadores explorados. Em qualquer país que se preze de ser independente, esta situação ambígua é insustentável. Sabem que a maioria das leis estão mal elaboradas, no entanto não detêm o poder de as alterar. Onde reside então a sua soberania? Na subserviência à Assembleia que é outro Órgão transversal? Tudo é uma descarada mentira e a Constituição da República Portuguesa é uma fraude e um livro de ficção política, com a cumplicidade de todos os enunciados Órgãos.
Porque razão Dias Loureiro continua em Cabo Verde? Por não haver extradição? A Europol para que serve? E a diplomacia com Cabo Verde não pode ser uma ferramenta de pressão, para que o declarem pessoa não grata? Esta parte é do foro do Presidente da República mas também sei, que o Presidente não vai estragar as férias do amigo. Então onde anda o exemplo da justiça? Ou não precisam de dar exemplos, por estarem tão acima dos simples mortais, nós, o povo comum Português?
Resumindo, não me revejo na actual classe política. Até Passos Coelho que pensei como um alternativa viável, acaba de proferir a afirmação ridícula de que "se o FMI entrar, o país deve ir a votos" (sic).
Dr. Coelho, quando o FMI entrar oficialmente, a agenda eleitoral legislativa não poderá ser antecipada.
A classe política em geral, mistura os negócios com a sua missão política, enveredando por uma promiscuidade exacerbada, que se tornou na doutrina da nossa sociedade.
A desigualdade das regulações legais e fiscais entre as actividades públicas e as privadas, coarctam qualquer oportunidade das empresas privadas, vingarem legalmente neste país.
As manigâncias contabilísticas utilizadas pelas empresas públicas são reconhecidas com bonificações escandalosas aos responsáveis, enquanto que uma simples falha de lançamento no plano de contas duma PME, é sancionado com multas e coação.
Os nossos políticos em geral, são protagonistas dum mau filme de ficção em que assumem identidades desprovidas de sensibilidade social, cujos objectivos pessoais atingem tão elevadas proporções gananciosas e artificiais, que dignificam o mais invejável museu de cera animado. São autênticos clones desprovidos da lealdade e do bom senso, tão necessários ao povo ingénuo e atraiçoado que somos todos nós, quando os distinguimos com o aval do nosso voto, cego e colorido.
Esta é a nossa "Pandora", cada vez que é aberta a caixa, nova surpresa má se nos apresenta.
Só nos resta a alternativa dum Governo de Supervisão Presidencial, já referido em diversos artigos classificados como "Presidente" na faixa direita deste blogue, nomeadamente O Desastre iminente e o Presidente, publicado a 09 de Outubro de 2010.
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