Aparentemente ninguém se entende no quadro executivo.
Os ministros fazem afirmações comprometedoras da estabilidade da economia e a oposição ataca o governo dizendo que não se entendem. Todos deturpam as palavras proferidas ao transportá-las para um contexto diferente. Governo e oposição. É especulativo e tendencioso, mas esse é o propósito do governo.
Abram os olhos senhores políticos, não sejam ingénuos.
Claro que eles se entendem e nada é dito sem o aval de Sócrates.
O objectivo do governo é provocar uma crise política, de forma a desculpar a incapacidade de cumprir o acordo com o PSD. Sócrates não quer governar com este OE. Ele está a criar o clima político propício à desestabilização que não queremos e parece estar a lograr os seus objectivos, pela reacção emocional da oposição.
Para reforçar, agora apresenta o TGV para 2011, jogando com as palavras, apimenta o sabor.
Sócrates não vai alterar nada do "seu" orçamento. Não importam os compromissos, pois o seu objectivo é outro. Como esta "falta" não vai ser aceite, espero que entretanto a nenhum partido lhe ocorra uma moção de censura, anunciará remodelações no seu gabinete.
Claro que não vão surtir efeito, é só fumo. Depois de muitos dias de conversações e de algumas recusas, algumas segundas escolhas serão aceites, mas, logo de imediato haverá cargos à disposição. Esta delonga, criará mais agitação política e irá apressar a intenção da caída do governo no seu todo. Viva a inteligência de Sócrates se este quadro se concretizar.
Entretanto o FMI, aguarda o convite oficial, enquanto os juros sobem pela instabilidade.
Entretanto o Presidente faz campanha e olha para o lado, enquanto o país se afunda.
Entretanto o povo desespera, o mercado interno colapsa e os despedimentos aumentarão. Quando chegarmos aos 15% de desemprego, o povo reagirá com paus para recuperar o impossível. Os partidos só pensam na política partidária e no poder pessoal de cada um.
Ainda não atingimos o fundo. Lá chegaremos se o Presidente não tomar as rédeas da governação, com a solução dum Governo de Supervisão Presidencial, já referido no artigo "O desastre iminente e o Presidente".
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