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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pátio das Cantigas

Candidaturas presidenciais 2011
Temos neste momento vários candidatos ao castrado Poder Superior da Nação.
Não passa dum título, pois os condicionamentos na execução da defesa da constituição, são meramente enunciativos e sem qualquer eficácia.
Qualquer dúvida é dirimida pelo Tribunal Constitucional. Não há veto presidencial definitivo.
Nem precisamos de presidentes eficientes, pois à letra da Constituição da República, não existem.
Portugal, país pequeno mas com uma magnitude de endividamento, que ultrapassa as potências económicas mais poderosas, está uma vez mais a provar que está à frente de todos e de novo pelas razões erradas.
Sem embargo, neste momento temos seis candidatos em luta, porque José Ribeiro e Castro do CDS-PP, seria apenas uma alternativa, se Cavaco não se candidatasse.
Analiso os actuais candidatos oficiais e a conveniência de cada um deles para o país:

Manuel Alegre: Independente, "dissidente" do PS. Homem da esquerda Trótskista.
Os boatos dizem que é um desertor. Não tenho confirmações fidedignas desta situação. Apenas conheço as afirmações do almirante Vieira Matias (ex-chefe do Estado-Maior da Armada), em que cita que a mancha no passado militar de Alegre, não é tão importante como a sua intervenção na rádio Voz da Liberdade em Argel, ao lado do inimigo, denunciando operações militares portuguesas e chamando à deserção os militares do Exército Português.
Para mim foi bastante pior que a deserção, afirma Vieira Matias.
Comenta-se que Manuel Alegre fugiu para Argel, para não ser preso pela PIDE, mas por outro lado ele foi preso pela PIDE em Abril de 1963 e após seis meses é libertado com termo de identidade e residência em Luanda. Regressa a Portugal em Dezembro de 1963 e a PIDE fixa-lhe termo de identidade e residência em Coimbra. Em Julho de 1964 parte para o exílio. Não há provas de ser uma fuga.
São demasiadas as histórias discordantes e facto de ter situações tão dúbias para o povo, faz dele um elemento não elegível para o cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas e muito menos, para Presidente de Portugal.
A sua campanha está orientada para a crítica a Cavaco. Ele faria diferente e teria uma intervenção mais activa. Desconhece os limites Constitucionais do cargo.

Fernando Nobre: Independente. Ilustre membro da nossa sociedade com inúmeros méritos de reconhecimento mundial e sublime ser humano. Imprevisível e de simpatias monárquicas.
Como Membro da Irmandade Militar da nossa Senhora da Conceição (Lamego) que depende do Bispo de Lamego e está ligada à Casa Real Portuguesa, como participante na convenção do PSD em 2002, como membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares (traidor nacional), à Presidência da República em 2006, como mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 2009, ainda não está definido politicamente.
Não tem a capacidade de liderança que o país necessita e ainda não se assumiu politicamente.
É uma escolha duvidosa e o país não está para ensaios presidencialistas.

José Pinto Coelho: Membro do PNR, conservador e coerente mas não reúne quaisquer predicados abonatórios à sua eleição. Ainda nada provou como líder e menos de devoção ao país. Ainda lhe falta muito trabalho político e provas credíveis da sua capacidade para o Supremo Poder da Nação.

Defensor Moura: Independente, membro do PS. Espero que seja um médico abnegado. Bastante falta nos faz nessa área da saúde. Sem mais comentários.

Francisco Lopes: Membro do Comité Central do PCP, politicamente despercebido, assume-se como alternativa às funções presidenciais, para contribuir para a ruptura com o rumo de injustiças sociais que tem estado a ser seguida e que aponte no sentido das grandes potencialidades nacionais para um futuro de desenvolvimento, progresso e justiça social.
Quem fala assim só prova que não é gago. Confesso a minha incapacidade para discernir o que pretende fazer, nem como. Sem mais comentários.

Cavaco Silva: Plenamente identificado como líder, é determinado nas reformas estruturais e sociais. Como economista poucas provas deu, pois os seus dois governos (1985-1995) não deixaram estruturas produtivas na indústria e a revitalização da agricultura e das pescas foi completamente olvidada, apesar das enormes remessas recebidas da CEE para esse propósito.
Não soube fiscalizar essas remessas, permitindo o aumento desmesurado da corrupção e o aproveitamento ilícito dos apoios outorgados, em pró dos benefícios pessoais dos agraciados.
Hoje, depois de reflectir, decide candidatar-se porque o país necessita de si (palavras suas).
Por onde tem andado durante o mandato que ainda desempenha?
O país não precisava de si nesse momento? Agora é que vai trabalhar em pró do país?
Esteve a praticar durante o primeiro mandato? Agora sim, já sabe o que fazer.
Certamente haverá alguém que acredite em tão nobre decisão e que vai mudar de atitude.
É louvável, o anúncio de gastar a metade do valor permitido por lei, nesta campanha.
Permita-me recomendar que tenha a ousadia de não gastar um único euro na campanha. Não necessita, pois não tem oponentes à altura e os média, encarregar-se-ão de lhe fazer a campanha grátis, quando o confrontarem com as afirmações dos demais candidatos. Muito tempo de antena terá e sem gastos.
Seja assertivo e continue a ser previsível porque precisamos de confiar em alguém. Olhe de frente para as câmaras, abra os braços para nos transmitir a sensação de protecção e leia menos cábulas nos discursos.
Transmita as suas ideias e propósitos, com palavras do seu foro íntimo e será mais confiável.
É o suficiente para obter o voto dos portugueses esclarecidos.

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