Candidaturas presidenciais 2011
Temos neste momento vários candidatos ao castrado Poder Superior da Nação.
Não passa dum título, pois os condicionamentos na execução da defesa da constituição, são meramente enunciativos e sem qualquer eficácia.
Qualquer dúvida é dirimida pelo Tribunal Constitucional. Não há veto presidencial definitivo.
Nem precisamos de presidentes eficientes, pois à letra da Constituição da República, não existem.
Portugal, país pequeno mas com uma magnitude de endividamento, que ultrapassa as potências económicas mais poderosas, está uma vez mais a provar que está à frente de todos e de novo pelas razões erradas.
Sem embargo, neste momento temos seis candidatos em luta, porque José Ribeiro e Castro do CDS-PP, seria apenas uma alternativa, se Cavaco não se candidatasse.
Analiso os actuais candidatos oficiais e a conveniência de cada um deles para o país:
Manuel Alegre: Independente, "dissidente" do PS. Homem da esquerda Trótskista.
Os boatos dizem que é um desertor. Não tenho confirmações fidedignas desta situação. Apenas conheço as afirmações do almirante Vieira Matias (ex-chefe do Estado-Maior da Armada), em que cita que a mancha no passado militar de Alegre, não é tão importante como a sua intervenção na rádio Voz da Liberdade em Argel, ao lado do inimigo, denunciando operações militares portuguesas e chamando à deserção os militares do Exército Português.
Para mim foi bastante pior que a deserção, afirma Vieira Matias.
Comenta-se que Manuel Alegre fugiu para Argel, para não ser preso pela PIDE, mas por outro lado ele foi preso pela PIDE em Abril de 1963 e após seis meses é libertado com termo de identidade e residência em Luanda. Regressa a Portugal em Dezembro de 1963 e a PIDE fixa-lhe termo de identidade e residência em Coimbra. Em Julho de 1964 parte para o exílio. Não há provas de ser uma fuga.
São demasiadas as histórias discordantes e facto de ter situações tão dúbias para o povo, faz dele um elemento não elegível para o cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas e muito menos, para Presidente de Portugal.
A sua campanha está orientada para a crítica a Cavaco. Ele faria diferente e teria uma intervenção mais activa. Desconhece os limites Constitucionais do cargo.
Fernando Nobre: Independente. Ilustre membro da nossa sociedade com inúmeros méritos de reconhecimento mundial e sublime ser humano. Imprevisível e de simpatias monárquicas.
Como Membro da Irmandade Militar da nossa Senhora da Conceição (Lamego) que depende do Bispo de Lamego e está ligada à Casa Real Portuguesa, como participante na convenção do PSD em 2002, como membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares (traidor nacional), à Presidência da República em 2006, como mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 2009, ainda não está definido politicamente.
Não tem a capacidade de liderança que o país necessita e ainda não se assumiu politicamente.
É uma escolha duvidosa e o país não está para ensaios presidencialistas.
José Pinto Coelho: Membro do PNR, conservador e coerente mas não reúne quaisquer predicados abonatórios à sua eleição. Ainda nada provou como líder e menos de devoção ao país. Ainda lhe falta muito trabalho político e provas credíveis da sua capacidade para o Supremo Poder da Nação.
Defensor Moura: Independente, membro do PS. Espero que seja um médico abnegado. Bastante falta nos faz nessa área da saúde. Sem mais comentários.
Francisco Lopes: Membro do Comité Central do PCP, politicamente despercebido, assume-se como alternativa às funções presidenciais, para contribuir para a ruptura com o rumo de injustiças sociais que tem estado a ser seguida e que aponte no sentido das grandes potencialidades nacionais para um futuro de desenvolvimento, progresso e justiça social.
Quem fala assim só prova que não é gago. Confesso a minha incapacidade para discernir o que pretende fazer, nem como. Sem mais comentários.
Cavaco Silva: Plenamente identificado como líder, é determinado nas reformas estruturais e sociais. Como economista poucas provas deu, pois os seus dois governos (1985-1995) não deixaram estruturas produtivas na indústria e a revitalização da agricultura e das pescas foi completamente olvidada, apesar das enormes remessas recebidas da CEE para esse propósito.
Não soube fiscalizar essas remessas, permitindo o aumento desmesurado da corrupção e o aproveitamento ilícito dos apoios outorgados, em pró dos benefícios pessoais dos agraciados.
Hoje, depois de reflectir, decide candidatar-se porque o país necessita de si (palavras suas).
Por onde tem andado durante o mandato que ainda desempenha?
O país não precisava de si nesse momento? Agora é que vai trabalhar em pró do país?
Esteve a praticar durante o primeiro mandato? Agora sim, já sabe o que fazer.
Certamente haverá alguém que acredite em tão nobre decisão e que vai mudar de atitude.
É louvável, o anúncio de gastar a metade do valor permitido por lei, nesta campanha.
Permita-me recomendar que tenha a ousadia de não gastar um único euro na campanha. Não necessita, pois não tem oponentes à altura e os média, encarregar-se-ão de lhe fazer a campanha grátis, quando o confrontarem com as afirmações dos demais candidatos. Muito tempo de antena terá e sem gastos.
Seja assertivo e continue a ser previsível porque precisamos de confiar em alguém. Olhe de frente para as câmaras, abra os braços para nos transmitir a sensação de protecção e leia menos cábulas nos discursos.
Transmita as suas ideias e propósitos, com palavras do seu foro íntimo e será mais confiável.
É o suficiente para obter o voto dos portugueses esclarecidos.
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